----- Hamã, prova do seu veneno -----
Procurando o rei qualquer coisa que pudesse lhe esclarecer o motivo pelo qual não foi pago nenhuma recompensa, então inqueriu dos mancebos, seus servos dizendo;
Que honra e galardão se deu por isso a Mardoqueu? Responderam eles em uma só voz, e disseram que nada foi feito para satisfazer Mardoqueu.
Hamã confiado, que seus planos de enforcar Mardoqueu estavam dando certo, se adentra pelo pátio do palácio, e o rei não o reconhece e pergunta a seu servo quem estava no pátio, que foi logo constatado a sua presença.
E tão logo que o rei sabe de sua presença manda que o chamassem, para ter a conversa a respeito de um determinado assunto que ele não supunha o que seria e muito menos gostaria de ouvir.
E, entrando Hamã no palácio, o rei começa o interrogatório a respeito de Mardoqueu, e a primeira pergunta foi: que se fará ao homem de cuja honra se agrada?
A vaidade de Hamã não permitiu o seu entendimento, e em seu coração não supunha que poderia haver mais ninguém com merecido reconhecimento do que ele.
Naquele momento Hamã, já se imaginava ser o tal homem merecedor do reconhecimento do rei.
E procura lembrar-se de tudo de bom que poderia receber das mãos do rei, e começa a desfiar sua imaginação:
O homem de cuja honra o rei se agrada, traga pra ele o vestido real, que o rei costuma-se vestir, monte também o cavalo preferido do rei, e coloque a coroa real em sua cabeça; garanto que ele ficaria muito feliz.
Mande um de seus príncipes vestir o tal homem de que o rei se agrada, em honrá-lo.
Pra surpresa de Hamã, o rei estava falando de outra pessoa, e não dele;
e manda-o que se apressasse em cumprir tudo aquilo que ele relatou diante do
rei.
Tudo isto que disseste, faze-o assim com o judeu Mardoqueu que está assentado à entrada do palácio do rei, e tenha o cuidado para que tudo quanto você relatou não falte coisa alguma.
Hamã se assusta com as palavras do rei; e humilhado, sem retrucar, fez tudo quanto o rei lhe ordenou e colocou as vestes em Mardoqueu, como também lhe entregou o cavalo preferido do rei.
E saiu pelas ruas da cidade, e apregoou para toda população a maneira que o rei achou para honrar a uma pessoa de bem; de cuja honra o rei se agrada.
Depois destas apresentações, Mardoqueu volta para o seu posto de observação, na entrada do palácio do rei.

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